impressões tardias
e não, eu não sou emo. hahaha
02 Fevereiro, 2007
The flexbeauty, the flexpower!
Em poucas palavras...
Pode ser a irrealidade das pessoas em belíssimos retratos mascarados.
A beleza do seu por canetas, com suas canetas. Ou do patinho da sua mesa, na sua mesa.
As maravilhosas flores dos jardins, das quais você nem imagina os nomes.
As formas insinuantes das grandes modelos, que não são modelos.
A grande potência de seu equipamento, que nem mesmo você conhece.
E a felicidade de ter grandes amigos do peito para qualquer ocasião fotográfica!
Viva!
Ps: Fica o lembrete que 2007 está apenas começando, a nossa audácia vai atingir níveis jamais vistos antes, teremos muitas histórias pra contar (como sempre), e contaremos sem qualquer pudor ou restrição. Apenas pedimos que aguardem pois estamos em periodo de férias psicológicas, mas voltaremos.
C'est la vie!
04 Janeiro, 2007
Sonrisais através da história IV
Mas dos falecidos nenhum foi tão sonrisal quanto o soul man James Brown.
I Feel GOD!
"É Deus quem me guia. Deus está em todas as partes. E, logo abaixo, está James Brown"

Ilustração de Marcus Ravelli (Quinho)
http://fotolog.terra.com.br/quinhoravelli
Ao lado de "Tomorrow Never Knows" (1966), dos Beatles, "Funky Drummer", gravada por Brown em 1969 é uma das músicas mais sampleadas de todos os tempos e Brown, assim como os rapazes de Liverpool, uma das maiores influências na música do século XX.
Parafraseando o DJ Hum, James Brown "está no subconsciente do pop", e sua influência na música do século passado atinge níveis só alcançados por Beatles, Ramones, Armstrong... e olhe lá!
Muitos músicos têm talento, poucos criam um estilo, um legado e criam parâmetros para toda uma cultura. Mr. Dinamite não é só soul, é funk, hip hop, r&b, drum'n'bass, e sei lá eu quantos estilos mais. Tudo veio pós e a partir de James Brown.
Brown sempre foi um marginal e teve vários problemas com a polícia por causa de drogas, bebidas e mulheres.
Foi um ator que mais interpretava, no sentido cênico do termo, do que cantava suas canções e como ator, Brown tinha alma no palco. Só ele aos 70 anos poderia cantar e dançar algo com o título de "Sex Machine" mandar todo mundo "get uppa" e vejam só, ser atendido.
Algumas de suas declarações, que o colocam, sem dúvida, no hall de sonrisais através da história:
"Nós nos chamávamos de pessoas de cor e, depois da canção ["Say It Loud (I'm Black and Proud)/ diga alto: sou negro e tenho orgulho], passamos a nos chamar de negros. A canção mostrou que música e letra podem mudar a sociedade"
"Michael Jackson costumava ver meus shows do backstage e criou o seu Moonwalk a partir do meu Camel Walk. Eu não tenho ciúmes, tenho orgulho. Eu não me sinto ofendido, eu me sinto homenageado."
"Eu nunca vou esquecer o que eu sou, de onde eu vim, o que eu sou hoje e quem me colocou aqui: vocês."
"Eu gostaria de passar do querer para o fazer algo. A necessidade está ali. Letras boas são coisas legais, mas eu gostaria de ser movido por uma determinação até a morte."
"Nós precisamos proteger as crianças e dar algo para elas fazerem. Fazê-las interessadas, fazê-las amar mais o pai e a mãe, amar mais a família, amar mais elas mesmo. Então não terão que matar na escola."
Não resta muito mais a dizer, além de "Get uppa" e salve James Brown!
02 Janeiro, 2007
Que venha 2007
que nesse 2007 a fotografia fale mais alto e que a amizade que temos mostre que o que é importante é fazer
e fotografia é a consequencia de um momento bom junto dos melhores parceiros e amigos
FCS press desejo a nos todos 2007 do caralho
FOTOGRAFIA E MARGINALIDADE E FODA-SE
ps não sou bom nas palavras e pode ter alguns erros porem sempre que eu postar tentarei colocar da melhor forma possivel
abrazz
15 Dezembro, 2006
Sonrisais através da história III
Elliott Erwitt
"Graças à Mussolini, sou americano!"
05 Dezembro, 2006
Kiarostami, um artista despojado.
De Turim a Tóquio, de Beirute a Cannes ou agora São Paulo, Abbas Kiarostami ministra lições de cinema com uma dedicação vocacional pelo despojamento franciscano do cinema ou da comunicação. Do registro do tempo. A arte de Kiarostami está em permanente processo de transformação, em busca deste despojamento radical, uma nova inquietude em sobreposição. E Kiarostami imagina que uma fotografia, por não contar uma história, está em perene transformação, e pensa que se sente hoje mais fotógrafo que cineasta e que às vezes gostaria de fazer um filme em que não se diz nada.
Esta busca pelo despojamento leva Kiarostami aos novos recursos digitais e faz o seu cinema visitar ainda mais facilmente a sincera intimidade de seus personagens. “Para mim, a utilização do digital liga-se intimamente a este processo de revalorização das imagens, a uma espécie de retorno à inocência perdida”, ele percebe. “E Deus criou o digital”, comemora.
(...)
em seu encontro em Beirute em um seminário com estudantes de cinema, quando um deles lhe diz: “só mesmo o senhor poderia ter realizado um filme como Dez, por causa da fama que conseguiu. Se nós o tivéssemos feito, ninguém o aceitaria”, ele responde: “Já que eu era o professor ali, tive de contar-lhes a verdade”, revela o mestre Kiarostami: “Fazer coisas simples exige uma boa dose de experiência”.
A medida de todo este despojamento, a arte de contar e registrar a vida com simplicidade teve no Festival de Cannes de 2002 um curioso confronto quando Dez estava programado no mesmo dia em que seria projetado Star Wars. Abbas Kiarostami fez um cálculo: o seu filme havia custado o mesmo que dez fotogramas do de George Lucas.
Celebrar a arte de Kiarostami exige fundamentalmente despojamento. Senão, contar até dez continuará parecendo muito fácil.
...
Cineasta, fotógrafo e poeta iraniano, Kiarostami nasceu em Teerã em 1940. O trecho foi transcrito do livro "Abbas Kiarostami", editora Cosac Naify.

____________________________
© Danilo Almeida @ sombra e luz
03 Dezembro, 2006
"Vem, vem, vem pra rua vem, contra o aumento!"
Em ambos os dias, a concentração de manifestantes ocorreu na frente do teatro Municipal, centro de São Paulo. Foto: Nil França / 30.11Fotos: Ênio Cesar / 30.11



Os protestos contra o aumento foram justos. Sim, isso é indiscutível. Discutível é a postura da grande mídia em ridicularizar uma reivindicação legítima.
Para servir, proteger e reprimir
Foto: Nil França / 30.11
Se não bastasse o ridículo, havia ainda a truculência habitual da polícia, que contra faixas, bandeiras e narizes de palhaço usa cassetetes, sprays de pimenta e bombas de efeito moral. O resultado não poderia ser outro: 4 estudantes feridos, sendo um deles uma estudante de 17 anos com fratura exposta, vítima de uma bomba de efeito "moral". Piada de humor negro, só pode. Resultado bem mais triste que no dia anterior, quando a passeata terminou sem confrontos ou maiores problemas.
Foto: Ênio Cesar / 01.12
Segundo a PM quem começou a confusão foram os manifestantes, que começaram a lançar lixo e cascas de laranja. Mentira. Desde o teatro municipal, a policia acompanhava a manifestação com poucos homens, na chegada da avenida Rio Branco, tentaram espremer os estudantes para uma única faixa de ônibus, percebendo a truculência exagerada, um manifestante questionou o fato dos policiais não estarem identificados. Prática comum utilizada pelos PMs menos civilizados, a não identificação foi notada também no dia anterior, quando a passeata atravessava a Maria Paula.

Fotos: Ênio Cesar
Foto: Nil França
Explode então a confusão e as primeiras bombas.
Em poucos minutos chegaram os reforços e já havia notícias da tropa de choque se organizando. Atravessada a fumaça, os olhos ardiam e lacrimejavam absurdamente, já clicava com a visão embaçada.


Fotos: Nil França / Ênio Cesar
Reagrupados e sem policiais à vista, mas recebendo constantes informações de que a PM e a tropa de choque estavam se organizando, os manifestantes prosseguiram pelas ruas do centro, chegando à Consolação, onde surgiu um impasse entre subir até a Paulista ou descer pela Maria Antônia. Por fim, para evitar maiores feridos e confrontos com a polícia, a manifestação optou pelo segundo caminho, finalizando a passeata no Largo da Santa Cecília.
Foto: Nil França
Era a hora de descarregar as fotos e contatar jornais.



